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Homenagem de Celito Medeiros

2009-07-21T16:46:00-07:00
Marcos Vinícius

"A Pintura por Computador de Marcus Vinícius, artista visual de Londrina - PR , mostra muito bem a aplicação da tecnologia nas artes plásticas digitais, de um modo diferenciado. O Brasil tem mostrado tanto na Arquitetura quanto na Pintura, a liderança de que é capaz no mundo, inovando em materiais e novas ferramentas, com um desempenho fascinante.

Permeando a história da cidade através de uma pintura expressionista da arquitetura em diversas épocas que juntas evoluíram aos nossos tempos. Não foi por mero acaso que ambas as áreas estejam ligadas ao conhecimento e domínio técnico do arquiteto e artista prof. Edson Junior (Unopar).Com belos traços na ação pictórica, mostra o que poucos poderiam imaginar ser possível, a arte acadêmica por computador neste conjunto de obra em nossa contemporaneidade, o valor além da arte de investimento”.

S. Manieri - crítico de artes (Acea's)Associação Internacional de Artes Plásticas e Visuais

A Exposição de Marcus Vinícius demonstra que esta técnica avançada da Pintura em novo formato, usando tecnologia e mudando a ferramenta tradicional para o mouse-pincel, podendo ser mostrada em diversas mídias além das telas e gravuras, agrada a todos. Assim como toda tecnologia sofre a resistência dos conservadores, logo ultrapassam o julgamento dos que torcem o nariz sem conhecer o que é de fato a Pintura por Computador. Quando se vê estas telas ao vivo, não há como não admirar este novo conceito que poderá ir alguém da imaginação de muitos. Quem aprecia o que é a estética do belo, seja ou não entendido em artes, não apenas aplaude maravilhado, como dá o valor ao que seus olhos apreciam. Todos os artistas em médio prazo estarão sem dúvida, utilizando esta técnica de pintura, especialmente em poder enviar arquivos via Internet, para reproduções em quaisquer partes do Mundo.Aliás, tecnologia nas artes já aprovada e que vem sendo destaque há alguns anos nos USA e já também na Europa. Hoje o maior vendedor do mundo é Andy Wharol com sua Pop Art Digital, tendo esta semana a obra com maior valor inicial de um Leilão da Cristie's. No ano passado já havia vendido mais de 430 milhões de dólares, ultrapassando Picasso. É o numero um da Sotheby's Gallery também. Suas reproduções vendem no mundo todo e alcançam milhares de vendas mensais. Agora no Brasil, a digitalização e venda de reproduções como as de Aldemir Martins e Portinari.Quando se tem uma arte de primeira qualidade a preços em conta, com certeza o povo valoriza e compra.Parabéns Marcos Vinícius e à Unopar, a primeira Universidade do Mundo a incluir esta tecnologia no curriculum de Artes Plásticas e Visuais.

Celito Medeiros

Artista Plástico

Londrina a partir da década de 80

Noviembre 26, 02:30 hrs Noviembre 26, 02:30 hrs
Marcos Vinícius

Na década de 80, foi muito grande o número de pessoas que migraram para Londrina, seja do campo para a cidade ou vindas de outras cidades do Brasil (Figura 7). Januzzi (2005) entende que:

Ainda nos anos 80, a ênfase da ocupação do espaço se dá no sentido norte-sul. No norte, consolidam-se os Cinco Conjuntos, com suas habitações populares, enquanto as classes média e a alta dirigem-se para o sul, estimulados pela presença do campus da UEL e pelo Lago Igapó, como mostra o Plano Diretor.

Com aproximadamente 400.000 habitantes, a cidade de Londrina não podia ficar largada, esperando do destino sua evolução, por isso foi criado o IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina) para que a cidade continuasse se desenvolvendo e desse suporte para tudo o que nela já se havia conquistado e servisse de apoio para os habitantes já residentes nessa região (Figura 8).

A cidade de Londrina se apresenta, sobretudo como uma cidade comercial e de serviços, seu futuro depende de cada cidadão aqui residente, pois o que seria dos estabelecimentos aqui existentes sem os atuais desbravadores londrinenses de cada dia. De acordo com Grassiotto e Grassiotto (2003), sua localização estratégica funcionou como centro de ligação entre as principais cidades do Paraná (Maringá, Paranavaí, Apucarana, entre outras) e as capitais (São Paulo e Curitiba). A facilidade dessa ligação acabou funcionando como um eixo de comunicação que possibilitou que se tornasse um polo exportador da produção agrícola. O seu progresso se deu por um conjunto de fatores: planejamento, marketing, fertilidade do solo, localização privilegiada, comércio diversificado, pela concentração de diversas instituições de ensino, entre outros fatores. Mas não há dúvida de que o planejamento dado ao desenvolvimento da região, com o parcelamento do solo em pequenas propriedades e a fundação de pequenos núcleos urbanos próximos uns aos outros facilitou a circulação e o escoamento da produção, e a localização estratégica de Londrina reforçou sua condição de centro regional de compras e serviços (Figura 9).

A construção do patrimônio histórico de Londrina não privilegia um grupo restrito de pessoas, é possível perscrutar essa ideia no cerne das palavras que foram registradas pelos autores que se aprofundaram neste assunto, seja pela escrita ou pelas imagens. Na sua história, Londrina comportou uma diversidade cultural imensa, por isso, esse acervo histórico e cultural que nos foi deixado tem seu maior valor na mistura de crenças e raças que souberam de maneira tolerante e paciente aceitar as individualidades de cada um ou de cada grupo de pessoas.

Nascimento da pequena Londres: Londrina

2009-07-28T15:34:00-07:00
Marcos Vinícius
No início de 1925, nasce o interesse dos ingleses em colonizar o norte do Paraná. Arthur Thomas, então gerente do Sudan Plantations Syndicate, residente em Cartum, capital do Sudão, foi responsável pela implantação do marco primeiro da colonização. Surge, então, a Companhia de Terras Norte do Paraná, sediada em São Paulo que veio para iniciar o processo de desbravamento e colonização da região.
Segundo Suzuki (2003, p. 54), o nome da cidade Londrina – filha de Londres - foi escolhido pelo então presidente da CTNP, Dr. João Domingues Sampaio, que prestou homenagem aos empreendedores ingleses, fazendo referência do local à prestigiosa capital inglesa. A CTNP sabia que não bastava apenas colonizar a região de Londrina, pois seus planos para a cidade eram maiores e mais ousados, sabiam o que queriam e não faltou investimento para que isso se realizasse.
Segundo Boni (2004, p. 88), para gerar o mínimo de infraestrutura necessária para receber e impressionar pessoas, bem como facilitar a vida dos que aqui já residiam, a CTNP acabou se transformando numa espécie de grande “empresa” com uma atividade-fim, o empreendimento imobiliário, mas com outras atividades-meio. Como visto, foi ela que iniciou os serviços básicos de infraestrutura, como o planejamento e mapeamento urbano da futura cidade, a abertura de estradas de acesso, a construção de ruas e praças, do primeiro hotel, o sistema de transporte e de comunicação (correios). Foi ela também que implantou os serviços de água, luz, telefonia e assistência médica. Dos serviços de infraestrutura que não abarcava diretamente, participava indiretamente, como a doação de terrenos para a construção de igrejas, escolas, hospitais e até mesmo de clubes de entretenimento ou de serviços.
Januzzi (2005, pg. 60) diz que:

Entre os anos 40 e 50, a população aumentou 73,26%, uma taxa expressiva comparada com a taxa nacional do mesmo período, e de 25,69%. Todo tipo de negócio prosperava em Londrina: hotéis, pensões, bares, casas comerciais, 45 hotéis e pensões, quatro cinemas, 154 consultórios de profissionais liberais.

Os pioneiros da colonização da cidade de Londrina

2009-07-28T15:34:00-07:00
Marcos Vinícius

Concedida a permissão para colonizar o Norte do Paraná a Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) precisava que de seu seio saísse alguém que pudesse dar continuidade à nova empreitada. Para ocupar as terras, desbravar o sertão e dar abertura às atividades imobiliárias (venda de lotes), a CTNP, sediada em São Paulo, segundo Boni (2004, p. 45), confiou a empreitada ao jovem paulista, filho de ingleses, George Craig Smith, na época com apenas 20 anos. Smith chefiou a primeira caravana - a dos desbravadores - que veio iniciar o processo de desbravamento e colonização da região.

Em agosto de 1929, George Craig Smith chega com sua caravana com pouco mais de 10 homens, onde hoje é o que se pode chamar de Marco Zero de Londrina. Segundo Bortolotti (2007, p. 87), para chegarem até Londrina, os pioneiros percorreram muitos quilômetros dessas estradas com suas famílias e pertences, na carroceria de um caminhão, sem o mínimo de conforto, correndo risco de acidentes com a chuva e a poeira.

Londrina mostrou-se uma terra muito fértil, capaz de produzir grãos em abundância, tornando-se uma região próspera e rica. De acordo com o Arquivo Histórico da Universidade Estadual de Londrina, são considerados pioneiros, aqueles que aqui chegaram até 1934.

Segundo Bortolotti (2007), era a incerteza, a aventura e o desafio na ansiedade de melhores dias, na busca da riqueza através do trabalho árduo e de privações constantes. Era se como toda esta vontade de vencer corresse em seu sangue, herança dos pais e avós imigrantes europeus e asiáticos. Em dezembro de 1929, veio a Londrina a primeira caravana de pessoas interessadas em conhecer e comprar terras.

Depois dos japoneses, mais de trinta outras etnias adquiriram terras no norte do Paraná. Provavelmente, o dado estatístico mais confiável da composição etnográfica da região seja o relatório do total de lotes vendido pela Companhia de Terras Norte do Paraná, de 1935. Esses lotes não se referiram somente ao que é hoje o município de Londrina, mas à toda área de abrangência da Companhia. Contudo, a maior parte ficava em ou próxima a Londrina, nos atuais municípios de Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Mandaguari e outros (BONI, 2004, p. 62).

Londrina a partir da década de 50

Noviembre 24, 23:30 hrs Noviembre 24, 23:30 hrs
Marcos Vinícius
Na década de 50, a modernidade foi implantada na região de Londrina. Muitas das transformações que aconteceram nesta época se devem aos arquitetos Carlos Cascaldi e João Batista Vilanova Artigas que não pouparam ousadia. Grandes construções como o Autolon, o Cine Ouro Verde, o Edifício Júlio Fuganti, a Concha Acústica e a Casa da Criança que hoje é a atual (Secretaria Municipal da Cultura), transformaram para sempre a cidade de Londrina em uma grande referência no Brasil e no exterior (Figura 4). Segundo Musilli & Abramo (2004, p. 82), os arquitetos Carlos Cascaldi e João Batista Vilanova Artigas foram incubidos de criar o projeto da quadra rodoviária de Londrina. A que servira a cidade até então, um modesto barracão de madeira que ficava onde mais tarde foi construída a Concha Acústica – na praça 1º de Maio – não comportava mais o movimento do ônibus. Cascaldi e Artigas não economizaram ousadia. A obra virou referência até no exterior, sendo colocada como um dos marcos da arquitetura brasileira.
A década de 60 foi marcada pelas geadas que causou uma grande migração das pessoas do campo para a cidade. Nessa época Londrina fica marcada pela verticalização que começa a acontecer no centro da cidade (Figura 5). Na década de 60, começa a crescer a verticalização no centro da cidade e aumenta o adensamento urbano da população de média e alta renda; em contrapartida, ocorre uma expansão acelerada da periferia devido à migração da população rural, trabalhando agora como bóias-frias. O forte movimento de urbanização dos anos 60 causou um déficit habitacional em Londrina, sendo adotados nessa fase programas habitacionais em larga escala, conforme Simiema (1998).
Na década de 70, o café já não era a base econômica do município, portanto Londrina começa a ter uma produção diversificada de seus produtos como soja, trigo e milho Nesta época é criada a Universidade Estadual de Londrina, que torna para cidade, além de uma sede de conhecimento, um grande fator gerador de renda para a região (Figura 6). Segundo Januzzi (2005), a criação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 1971, foi um fator importante para o desenvolvimento da cidade. Sua implantação aqueceu o mercado imobiliário para abrigar estudantes de fora. A implantação do campus no sudoeste da cidade também provocou uma grande expansão urbana.

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Formação: Artes Visuais - Multimídia Especialização: Gestão Estratégica de Pessoas Palestrante e Escritor

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